Com apenas 20 dias e garrafas PET, essa mulher está dando casas para pessoas sem moradia

maio 24, 2016  —  By

Todos os dias se descobre uma nova utilidade para o lixo que descartamos e que muitas vezes poderiam ter um destino melhor e mais saudável para o planeta. Uma prova disso é o trabalho que a artesã boliviana Ingrid Vaca Diez vem desenvolvendo e ajudando muitas pessoas de baixa renda que não têm onde morar.

Casas de Botellas, é o nome da iniciativa que Ingrid desenvolveu. Como um trabalho voluntário, a advogada de Santa Cruz de La Sierra, teve a ideia de construir casas de garrafa PET para família que estão em situação de extrema pobreza. A ideia veio depois de uma briga com marido que não aguentava mais tanto “lixo” que Ingrid guardava para seus trabalho manuais. “Dá para construir uma casa com esse monte de PET”, disse o marido em tom de brincadeira, mas foi o que precisou para dar a ideia que iria salvar várias vidas.

1 garrafas pets

Publicidade

Para construir uma das casas, é necessário garrafas PET, garrafas de vidro, cimento, cal, areia, cola, sedimentos, resíduos orgânicos, aros e glicose. O primeiro modelo dessas casas teve 170m² e foram utilizadas 36 mil garrafas plásticas de 2 litros, que forma recheadas de resíduos e sedimentos de diversas fontes. Essas garrafas formam as paredes e são amarradas, fixadas com cal e cimento. Essa ideia se tornou um projeto social e outros materiais de acabamento, incluindo os móveis, são doados por empresas e instituições regionais.

2 garrafas pets

3 garrafas pets

Segundo a artesão, uma casa pode ser construída em até 20 dias com a ajuda de cerca de 10 voluntários. Ela também faz com que os futuros moradores ajudem no processo de fabricação, para que eles entendam o valor da moradia. Contudo, ela conta com dois pontos que impedem que ela consiga ajudar mais pessoas, porque falta matéria-prima e mão de obra que esteja disposta a ajudar o próximo.

5 garrafas pets

6 garrafas pets

4 garrafas pets

Em breve a boliviana construirá casas no Brasil. Em sua opinião, o povo brasileiro é mais receptivo ao trabalho voluntário e tem uma cultura de reciclagem mais sedimentada em relação aos outros países da América Latina, o que pode ajudar a arrecadar garrafas e o restante dos materiais.

Loading...